No princípio era o sempre,
Mas o sempre é sempre muito pouco
E o pouco é muito quando se espera sempre menos.
As vezes o menos é nada
E o nada pode ser bem maior,
Infinitamente maior,
Cheio de vazios.
Vazio de tudo.
Agora o tudo é tão cheio de nada
Que o muito que se quer
É que o pouco seja tudo,
Que o tudo seja sempre,
E que o sempre seja nada.
2 comentários:
Ora é cheia ora é vazia a polaridade do mundo e do tempo assim como tudo, muito boa poesia e versos, de um intimismo e lirismo admirável,
um cordial abraço.
ainn q paradaço isso aqui!
Postar um comentário