domingo, 1 de maio de 2011

(In)coerência

No princípio era o sempre,

Mas o sempre é sempre muito pouco

E o pouco é muito quando se espera sempre menos.

As vezes o menos é nada

E o nada pode ser bem maior,

Infinitamente maior,

Cheio de vazios.

Vazio de tudo.

Agora o tudo é tão cheio de nada

Que o muito que se quer

É que o pouco seja tudo,

Que o tudo seja sempre,

E que o sempre seja nada.



2 comentários:

luizsimbolista disse...

Ora é cheia ora é vazia a polaridade do mundo e do tempo assim como tudo, muito boa poesia e versos, de um intimismo e lirismo admirável,

um cordial abraço.

Jan Kêdy disse...

ainn q paradaço isso aqui!