sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pesadelo

Eu sinto medo. Um medo que paralisa, que congela, molha as asas...
E no meio de uma paisagem amarela, entre abismos e precipícios tento agarrar sua mão - Era preciso, fazia frio. E sua segurança parecia escorrer frágil por entre meus dedos, seus olhos fugiam, apenas as palavras acostumadas sinalizavam o caminho que não deveriam ficar no passado.
O costume de nós continuava agarrado, mas lembranças e cheiros haviam sido desgastados, o horizonte e sonhos desbotados, nosso mais belo plano desperdiçado.
Pesadelo.
Seus braços continuam firmes, apesar de adormecidos. Eu então os agarro.
Entre suspiros quase desacordados, repito uma declaração de amor e aquele medo se dissolve em abraços sonolentos como se a realidade fosse caminho mais próximo para sonho.

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